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sábado, janeiro 23

Últimos dias

Amo sorvete! Ainda mais nesses dias de calor forte. E de olho nisso, a Kibon montou o Magnum Experience, projeto que acontece em restaurantes das principais capitais do país que servirão sobremesas exclusivas com o sorvete Magnum, nos sabores White, Dark, Clássico, Cookies e Castanha com Amêndoas. Abre parênteses: Adoro Magnum! Perto de casa tem uma banca de jornal que vende sorvete e sempre que dou uma passada lá, acabo levando um pra casa. Fecha!

Os restaurantes cariocas que participam do projeto são Bráz (Magnum Devotion de Avelãs e Castanhas, com farofa de castanhas de caju, calda de caramelo, chantilly e basílico), Garcia & Rodrigues (Magnum Devotion Avelãs com creme inglês e uma vela de chocolate branco), Mok Sakebar (Magnum Devotion Avelãs acompanhado de bananada quente), Sawasdee (Magnum Devotion Cookies acompanhado de morango, calda de tangerina, coulis de manga e calda de chocolate) e Zazá Bistrô (Tartalete de biscoito e Magnum Devotion Avelãs recoberto de calda quente de maracujá e limão). O da foto é do Miam Miam (cookie de chocolate servido quente, Magnum Devotion Cookies por cima, e calda de chocolate e castanhas caramelizadas decorando o prato). Ficou com água na boca? Então corre, pois o projeto acaba agora no final do mês.

Foto: Divulgação

quarta-feira, abril 22

Experiência sensorial

Fazia tempo que eu queria experimentar o restaurante da Roberta Sudbrack. Passava sempre ali pela rua, de onde se pode ver parte da movimentação da cozinha do sobrado cor de terracota.

A premiadíssima chef prepara alta gastronomia com ingredientes genuinamente brasileiros. A preocupação constante com o resgate dos produtos brasileiros e a descoberta de novas utilidades para ingredientes menosprezados por outros chefes se reflete no cardápio, que a cada ano tem um personagem principal. Já teve chuchu, quiabo, licuri (palmeira nativa do Nordeste), mangarito (versão nacional da trufa), e até a ora-pro-nobis (uma cactácea muito utilizada em Minas).

Ao chegarmos lá, fomos levados direto para o segundo andar e colocados numa mesa ao lado da cozinha de onde podíamos observar a 'chef' e sua equipe em ação. Tudo perfeitamente coordenado e cronometrado, como uma cozinha deve trabalhar.

A casa trabalha apenas com menu degustação. Às terças, dia que fomos, há a “Terça Básica” com entrada e prato principal por R$ 49,90 (no dia era uma salada verde e filé com batatas assadas no sal grosso). A rolha custa R$ 90 e achei a carta de vinhos razoável. Existem boas garrafas por preços acessíveis que poderiam ser oferecidos.

Claro que ficamos com o menu degustação. São pequenas obras-primas que me proporcionaram umas das experiências sensoriais mais agradáveis dos últimos tempos. Para começar foi servido uma gema caipira mole sobre quinua crocante. Uma delícia! Em seguida vieram delicadas e pequenas carolinas quentes de queijo gruyere. A entrada quente foi um caldo de camarão com cogumelos e ora-pro-nobis. Depois provei o risoto de codorneses com ora-pro-nobis e para encerrar, lombo com frutas secas e batatas assadas. A sobremesa era uma torta de pera sensacional!

Para encerrar o banquete, café com petit fours: mini bomba de chocolate, “Kri” (lembra dele? Mudou um pouco a receita e virou Crunch) ao leite, “Kri” meio amargo, carolina de doce de leite e mini torta de frutas vermelhas.

Maravilhoso!

Serviço:
Roberta Sudbrack
Rua Lineu de Paula Machado, 916 – Jardim Botânico
Tel: 3874-0139

terça-feira, março 31

Café no Horto

Já tinham me falado deste simpático café no horto. Aproveitei um domingo de temperatura agradável e fui conferir o café da manhã deles. O Lavoura Café fica numa esquina da Pacheco Leão, no Horto. Achei o lugar super simpático. O sobrado colonial é pequeno e todas as mesas ocupam a calçada.

Pedimos o café para duas pessoas (R$39,80), que oferece bebida quente (café com leite, café puro ou capuccino), suco (as opções eram laranja ou abacaxi), iogurte, mel, granola, queijo minas, peito de peru, uma fatia de fruta (as do dia eram mamão ou melancia), requeijão, manteiga e uma cestinha de pães do Talho Capixaba.

É uma pena a Pacheco Leão ser uma rua com um movimento razoável, pois a vista para o Jardim Botânico é agradabilíssima.

Minha única queixa é com relação ao atendimento, que deixou a desejar. Se a bebida quente não for solicitada, pode chegar no final, depois da refeição. De resto, achei honesto. Bom para variar do sempre Cafeína.

Lavoura Café
Rua Pacheco Leão, 812 – Horto
Tel: 2512-7308

domingo, junho 22

Gula Gula

Adoro esse clima descontraído que o Gula Gula tem. O restaurante surgiu em 1984 como uma rotisserie despretenciosa e hoje ocupa mais de dez endereços do Centro, Zona Sul e Barra, como o simpático casarão dos anos 40 na Henrique Dumont, em Ipanema. Há mesas no jardim e na lateral, para quem gosta de fazer a refeição ao ar livre. Foi instalado um teto retrátil para garantir o conforto nos dias de chuva.

No cardápio há um mix de saladas e pratos quentes. Gosto muito das saladas de frango ao pesto (com massa parafuso e mussarela de búfala), peru e milho (com pedacinhos de abacaxi), batata frita (uma espécie de salpicão de frango) e da arroz integral oriental (com amendoim, gergelim e brócolis). É possível pedir dois sabores ou fazer um mix com 3 ou 4. Também gosto da opção quiche do dia (ou qualquer outra da casa) com salada verde.

Os pratos quentes são saborosos. Diariamente há um tipo de picadinho e uma sugestão, destacados na parte inferior do cardápio. A casa também oferece grelhados (com várias opções de molhos e acompanhamentos) e batata assada com diferentes recheios, como de requeijão com carne-seca acebolada.

Entre as sobremesas, as minhas preferidas são a torta mousse (servida quente), o brownie e a torta de maçã, todas servidas com sorvete de creme.

Serviço:
Gula Gula
Rua Henrique Dumont, 57 – Ipanema
Tel: 2259-3084
+ 10 endereços

domingo, março 16

Café du Lage

A localização do Café du Lage não podia ser mais agradável: dentro da suntuosa Escola de Artes Visuais do Parque Lage, aos pés do morro do Corcovado. Há algumas mesas com ombrelones no pátio interno e outras no corredor. Não há uniformidade, o que dá um certo charme ao local. As esteiras de palha com almofadões que ficavam espalhadas pelo chão foram substituídas por pequenas cadeiras de madeiras, mesas quadradinhas com tampo de mármore, sofás e mesas de centro que servem de apoio.

O cardápio oferece sanduíches, com pães caseiros, quiches, saladas, sopas, tortas e outras delícias. Nos finais de semana (fui num sábado), é servido um café-da-manhã com suco (laranja ou abacaxi), café ou chocolate, cestinha de pães artesanais, manteiga, ricota temperada (deliciosa!), frutas frescas (uma fatia de mamão e outra de melancia), queijo minas, geléia caseira (no dia era de abóbora) e um quadradinho de bolo caseiro (um pouquinho seco). Custa R$ 17, mas se você acrescentar um mini misto quente e um iogurte servido com granola e mel, sobe para R$ 21.

Há um ponto desfavorável: em tempos que quase tudo é feito via cartão (débito ou crédito), só aceitam cheque ou dinheiro. Portanto, vá preparado!

Serviço:
Café du Lage
Rua Jardim Botânico, 414 – Parque Lage – Jardim Botânico
2226-8125

segunda-feira, fevereiro 4

Capricciosa

A primeira casa abriu em 1999, em Ipanema. Estava sempre com fila na porta e era ponto de encontro de várias celebridades, afinal era um dos poucos lugares onde se podia comer uma pizza de verdade. Hoje há outras três filiais no Rio e uma em Búzios.

A decoração é clean, com mesas e cadeiras de madeira e, na casa do Jardim Botânico, pé direito altíssimo com um wine bar. A Capricciosa é mega badalada (você sempre encontra algum famoso ou personalidade por lá), o ambiente é legal, o serviço é atencioso, a pizza é gostosa e os ingredientes de primeiríssima, mas não acho a Capricciosa tudo isso o que ela se vende. Ainda prefiro a paulistana Bráz, também na Maria Angélica.

A carta de vinhos é enxuta, com poucas opções de vinhos brancos. Chardonay, por exemplo, só tinham dois: um argentino (em falta no dia que estive lá no JB) e um nacional, da Vinícola Aurora. Entre os tintos tem o chileno Montes Alpha, da Viña Montes, matéria recente da Revista Gula.

Vamos ao que interessa: as redondas. Na última visita pedimos a Parmigiana (tomate, berinjela e lascas de parmesão - R$ 35) e a Mediterranea (atum, cebola, azeitona, tomate cereja e aipo dispostos sobre molho de tomate - essa pizza não leva queijo - R$ 42). Até provei a segunda, mas ainda não me acostumei com a idéia de comer pizza de atum.

Para sobremesa, pedimos o Tulipano, uma bola de sorvete de creme servida numa cestinha de biscoito, com calda morna de chocolate e calda fria de goiaba.

Serviço:
Capricciosa
Rua Vinícius de Moraes, 134 - Ipanema
2523-3394
+ 4 endereços