Foi o tempo que para comer o croquete de carne ou o sanduíche de lingüiça da Casa do Alemão era preciso pegar a estrada para a serra. Foi inaugurada no final do ano passado uma filial na Barra, ali pertinho do colégio Anglo-Americano. É a sétima casa. A primeira foi inaugurada em 1945 na entrada de Petrópolis, próximo ao Quitandinha. Mais tradicional impossível!
A da Barra é bem simpática. No primeiro andar há um balcão comprido que acompanha quase todo o salão e no fundo uma lojinha com guloseimas, como biscoitos e embutidos. No mezanino, mais algumas mesas e paredes repletas de posters com a temática alemã.
O cardápio é o mesmo das outras casas. Sanduíches de frios e embutidos e porções para beliscar. O chope é Brahma. A casa oferece opções de combinados, como o sanduíche de linguiça, croquete (carne ou frango) e refrigerante por R$ 9,60. Pode acrescentar queijo prato por mais R$ 1,20. Para sobremesa, mil folhas de creme (R$ 3,20).
Ainda acho o croquete da Pavelka (também na entrada de Petrópolis) melhor, mas já dá para matar a vontade.
Serviço:
Casa do Alemão
Avenida das Américas, 1699 - Barra
Tel: 2499-4657
Avenida Ayrton Senna ,927 - Quitandinha - Petrópolis
Tel: (24) 2242-3442
domingo, março 30
Alemão na Barra
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quarta-feira, março 26
Tradição Centenária
1887. Dom Pedro II era o Imperador do Brasil e o Rio a capital do Império. Foi nesse cenário que foi fundado o Bar Luiz. Naquela época chamava-se "Zum Schlauch". Nesses mais de 120 anos, mudou três vezes de nome (virou Bar Luiz durante a Segunda Guerra) e duas de endereço, a última foi em 1927 quando foi a rua da Carioca.
Muita gente interessante passou por lá, como o cronista João do Rio, o escritor Olavo Bilac e o músico Ary Barroso, que teria salvo a casa de um apedrejamento na época da Segunda Guerra. É que o bar chamava Adolf e estudantes acharam que era uma referência ao ditador alemão. O músico, que estava tomando um chope, explicou que tratava-se do nome de um dos donos da casa. Na época outros estabelecimentos também trocaram de nome, como o Bar Berlim que virou Bar Lagoa.
Ao entrar no Bar Luiz se tem a impressão de voltar no tempo. O salão, todo em art déco, é comprido e repleto de mesas brancas com cadeiras de madeira pretas. Nas paredes, fotos da trajetória do bar e do Rio Antigo.
Apesar de todo mundo achar que é um bar alemão, a casa foi fundada pelo brasileiro Jacob Wendling, filho de suíços e natural de Petrópolis. Ao longo de sua existência e com a troca de proprietários, foram acrescentados pratos típicos alemães ao cardápio da casa. Hoje, a salada de batatas de lá é uma das mais famosas da cidade.
Quando estive lá, pedi um salsichão branco para beliscar e um filé mignon à francesa. Para sobremesa, apfelstrudel com creme. Tudo honesto e gostoso, e acompanhado do tradicional chope, que é Brahma.
No final do ano passado foi aberta uma filial do bar no alto do Morro da Urca. Oferece os tradicionais pratos servidos na matriz e outros exclusivos, como feijoada especial aos sábados e moqueca de peixe com camarão, cozido e bobó de camarão aos domingos.
Serviço:
Bar Luiz
Rua da Carioca, 39 – Centro
Tel: 2262-6900
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Marcadores: Centro
domingo, março 16
Café du Lage
A localização do Café du Lage não podia ser mais agradável: dentro da suntuosa Escola de Artes Visuais do Parque Lage, aos pés do morro do Corcovado. Há algumas mesas com ombrelones no pátio interno e outras no corredor. Não há uniformidade, o que dá um certo charme ao local. As esteiras de palha com almofadões que ficavam espalhadas pelo chão foram substituídas por pequenas cadeiras de madeiras, mesas quadradinhas com tampo de mármore, sofás e mesas de centro que servem de apoio.
O cardápio oferece sanduíches, com pães caseiros, quiches, saladas, sopas, tortas e outras delícias. Nos finais de semana (fui num sábado), é servido um café-da-manhã com suco (laranja ou abacaxi), café ou chocolate, cestinha de pães artesanais, manteiga, ricota temperada (deliciosa!), frutas frescas (uma fatia de mamão e outra de melancia), queijo minas, geléia caseira (no dia era de abóbora) e um quadradinho de bolo caseiro (um pouquinho seco). Custa R$ 17, mas se você acrescentar um mini misto quente e um iogurte servido com granola e mel, sobe para R$ 21.
Há um ponto desfavorável: em tempos que quase tudo é feito via cartão (débito ou crédito), só aceitam cheque ou dinheiro. Portanto, vá preparado!
Serviço:
Café du Lage
Rua Jardim Botânico, 414 – Parque Lage – Jardim Botânico
2226-8125
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Marcadores: Jardim Botânico
sábado, fevereiro 23
Miss Tanaka (FECHADO!)
Se você passar pela Avenida Atlântica, logo depois do antigo Le Meridien, vai ver um portal feito com baldes, peneiras e outros utensílios de cozinha, de cores variadas, tomando a forma de lanternas japonesas. Não dá para não notar. De dia pode parecer meio estranho, mas à noite cria um visual interessante. É o Miss Tanaka, que saiu do Jardim Botânico e veio para o Leme no final do ano passado. A casa é da Graça Tanaka (também do bar Da Graça, lá no JB).
A decoração é interessante e reúne de tudo: de bonequinhos japoneses à imagens de Nossa Senhora e São Jorge. O balcão, todo rosa (assim como o uniforme das garçonetes), abriga diversas esculturas e quadros luminosos de gosto meio duvidoso, mas que compõem um cenário curioso.
Uma das sugestões de entrada é a famosa lula recheada de shimeji, mussarela de búfala e manjericão (R$ 35), clássico do antigo endereço. Fica para a próxima. Enquanto esperávamos o nosso combinado (37 peças entre sashimis variados, califórnias, hot filadélphia, sushis de salmão, atum, camarão e xerelete, e uns enrolados de arroz com salmão e molho picante) recebemos como cortesia camarão empanado servido com geléia de pimenta (muito gostoso) e aquela mistura de salmão e atum picados, servidos com molho teriyaki e cebolinha picada. Tudo uma delícia!
Fiquei curiosa também para experimentar o atum selado (Adoro!) servido com macarrão de arroz frito com molho picante de curry e pedaços de frutas. Razão não vai faltar para fazer uma segunda visita.
Serviço:
Miss Tanaka
Avenida Atlântica, 974 - Leme
2275-3589
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Marcadores: Leme
domingo, fevereiro 10
Emporium Pax
É uma rede de restaurante presente também nos principais shoppings da cidade. Só no Barra Shopping há três deles. O Emporium Pax do Botafogo Praia Shopping foi reformado há pouco e tem uma vista deslumbrante para a Baía de Guanabara.
Há boa opções no cardápio, como o risoto de cogumelos secos e o Filet Pax, mignon grelhado e fatiado ao molho de ervas servido com batata rostie. Se você busca alguma coisa mais leve, e até mais rápida, uma boa opção é a salada múltipla escolha, aquela que o cliente escolhe alguns itens, o molho e se quer servida com quiche ou grelhado (R$ 14,80 / R$ 17,50)
Para sobremesa, Banana Pax, lâminas de banana carameladas sobre creme inglês servida com sorvete de creme polvilhado com canela (R$ 8,90). Uma delícia!
Em alguns endereços, no almoço, há um bufê com saladas e pratos quentes.
Serviço:
Botafogo Praia Shopping
Praia de Botafogo, 400
3171–9713 ou 3171-9714
+ Rio Sul, Barra Shopping e Shopping da Gávea
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segunda-feira, fevereiro 4
Capricciosa
A primeira casa abriu em 1999, em Ipanema. Estava sempre com fila na porta e era ponto de encontro de várias celebridades, afinal era um dos poucos lugares onde se podia comer uma pizza de verdade. Hoje há outras três filiais no Rio e uma em Búzios.
A decoração é clean, com mesas e cadeiras de madeira e, na casa do Jardim Botânico, pé direito altíssimo com um wine bar. A Capricciosa é mega badalada (você sempre encontra algum famoso ou personalidade por lá), o ambiente é legal, o serviço é atencioso, a pizza é gostosa e os ingredientes de primeiríssima, mas não acho a Capricciosa tudo isso o que ela se vende. Ainda prefiro a paulistana Bráz, também na Maria Angélica.
A carta de vinhos é enxuta, com poucas opções de vinhos brancos. Chardonay, por exemplo, só tinham dois: um argentino (em falta no dia que estive lá no JB) e um nacional, da Vinícola Aurora. Entre os tintos tem o chileno Montes Alpha, da Viña Montes, matéria recente da Revista Gula.
Vamos ao que interessa: as redondas. Na última visita pedimos a Parmigiana (tomate, berinjela e lascas de parmesão - R$ 35) e a Mediterranea (atum, cebola, azeitona, tomate cereja e aipo dispostos sobre molho de tomate - essa pizza não leva queijo - R$ 42). Até provei a segunda, mas ainda não me acostumei com a idéia de comer pizza de atum.
Para sobremesa, pedimos o Tulipano, uma bola de sorvete de creme servida numa cestinha de biscoito, com calda morna de chocolate e calda fria de goiaba.
Serviço:
Capricciosa
Rua Vinícius de Moraes, 134 - Ipanema
2523-3394
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Marcadores: Barra, Copacabana, Ipanema, Jardim Botânico
quarta-feira, janeiro 30
Guimas
O primeiro Guimas foi inagurado em 1981, no Baixo Gávea. Hoje só tem a filial de Ipanema. A do Fashion Mall fechou há pelo menos dois anos.
O ambiente é simpático, charmoso e descontraído, sempre com varandinhas decoradas com pequenos vasos de flores coloridas. Nas mesas, cobertas com papel, há lápis de cera. Alguns dos desenhos feitos por clientes vão parar nas paredes do restaurante dando um clima mais informal ao lugar, muito frequentado por artistas, intelectuais e formadores de opinião.
O cardápio é enxuto e o couvert, com pão sacadura quentinho e patê de fígado, famoso e delicioso. Pedimos o tradicional Picadinho Guimas (picadinho de filet mignon com arroz, feijão, farofa, banana frita e ovo frito) e o Frango com brie (filé de frango com molho cremoso servido com batata rostie). Estava tudo perfeito. Só que não sobrou espaço para a sobremesa. Fica para a próxima.
Serviço:
Guimas
Rua José Roberto Macedo Soares, 5 - Gávea
Tel: 2259-7996
Rua Paul Redfern, 33 - Ipanema
Tel: 2529-8300
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domingo, janeiro 27
Arab
A casa que leva o sobrenome da dona, Vivian Arab, nasceu em 1996, em Ipanema, pertinho da Praça General Osório. Em 2000 mudou-se para um espaço maior, na praia de Copacabana. Há um espaço interno, com ar-condicionado, e algumas mesas na calçada, para quem quiser aproveitar a bela vista.
No almoço é montado um farto bufê (o quilo custa R$ 32,90 durante a semana e R$ 42,90 nos finais de semana) com especialidades árabes, judaicas e libanesas, como esfihas e quibes diversos, falafel crocante, arroz de lentilha, charutinho de folha de uva, bureka, couscous marroquino, cordeiro desfiado com grão de bico, entre outras delícias. O pão pita é feito na hora e chega ainda quente à mesa. Tudo é muito gostoso e não fica devendo nada aos tradicionais restaurantes árabes de São Paulo. No jantar, o cardápio oferece além dos pratos típicos, sanduíches e porções para beliscar.
Para sobremesa, a casa oferece doces árabes e diversos (tinha tortas de chocolate e até toucinho do céu), além de sorvete de cardamomo.
Junto com o chá de hortelã e o café, são servidos biscoitinhos doces com gergelim feitos por uma tia libanesa da proprietária. Fecham a refeição com chave de ouro.
A casa abriu uma filial num dos quiosques ao lado do Parque dos Patins, na Lagoa. Lá o atendimento é um pouco mais tumultuado, mas vale uma visita. À noite tem música ao vivo.
Serviço:
Arab
Av. Atlântica, 1936 – Copacabana
Tel: 2235-6698
Avenida Borges de Medeiros, s/n - Parque dos Patins - Lagoa
Tel: 2540-0747
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Marcadores: Copacabana, Lagoa
sábado, janeiro 19
Italiano e japonês?
Sexta à noite. Estávamos em três e resolvemos sair para jantar. Como não queríamos ir longe, sugeri a Trattoria Altero, ali na Voluntários da Pátria, pouco antes da Real Grandeza. Quando chegamos lá estava tudo apagado e com cara de restaurante fechado. Resolvemos, então, explorar a Visconde de Caravelas, rua que abriga vários restaurantes, inclusive o Carême Bistrô, da Flávia Quaresma. Encontramos o I Piatti Ristorante e resolvemos entrar.
Fomos recebidos com um caloroso ‘Boa noite’ e uma pergunta um tanto inusitada para um ristorante: “Vocês vão querer japonês ou ‘outras comidas’?”. ‘Outras comidas?’, pensei. Será que entendi direito? Como não queríamos japonês, ficamos com a segunda opção e “seja lá o que Deus quiser”! Depois descobri que no andar de cima é servida comida japonesa, “mas se quiser pedir aqui também, tudo bem”.
O garçon, o Tião, foi uma simpatia e nos trouxe um couvert (R$ 12,90) que era uma versão ‘primo pobre’ do que é servido no La Mole: pães quentes, patê, linguiça calabresa frita, azeitonas, salame (2 fatias) e queijo minas (2 pequenos triângulos).
O cardápio é pouco criativo, carregado e com opções quase repetidas, como ‘penne com camarão, molho quatro queijos e nozes’ e ‘penne com camarão, molho de gorgonzola e nozes’. Para acompanhar o filé de peixe grelhado, por exemplo, havia quatro opções: penne ao pesto, penne aos quatro queijos e nozes, purê de bata ao pesto e arroz ao funghi.
Resolvemos pedir o Camarão Tropicaliente (camarão, champignon e catupiry, gratinado e servido numa metade de um abacaxi, acompanhado de arroz com passas e nozes – R$ 44,90 para 2 pessoas), que estava ok, e um risoto de camarão com cogumelos secos (R$ 23,90), que era enjoativo. Tanto, que não passei da metade do prato. E sabe aqueles comentários básicos que você às vezes não faz com medo de parecer idiota? Pois é, eu devia ter perguntado que arroz eles usavam para o prato. Era do arroz comum.
Insistimos e pedimos profiteroles com sorvete de creme e calda de chocolate (R$ 8,90). A massa da carolina era leve e gostosa. Foi o que salvou a noite.
Serviço:
I Piatti
Rua Visconde de Caravelas, 71 - Botafogo
2539-0698
Av. Érico Veríssimo, 1015 – Barra
2493-2188
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quarta-feira, janeiro 16
Para enfrentar o verão carioca
Eu adoro sorvete. Itália, Sorvete Brasil, Häagen-Dazs. Em cada um desses lugares, tenho o meu preferido. Ou os meus... E nesse calorão do Rio de Janeiro não tem nada mais refrescante.
Quando morava em São Paulo, fui apresentada ao frozen yogurt, com aquele azedinho gostoso caracterítico do iogurte. Aí sempre que podia, passava na lojinha do America (antigamente eles tinham lojinhas só de sorvete) e pedia um frozen natural com calda de chocolate.
No sábado descobri um lugar especializado em frozen aqui no Rio: a Yogoberry. É uma lojinha modernosa, alí do lado da Letras & Expressões, em Ipanema.
O frozen é uma opção mais saudável, sem gordura, corantes ou conservantes. A Yogoberry oferece dois sabores: natural e chá verde. Fui no conhecido. Deixarei a novidade para a próxima visita. Sim, serão várias!
O forzen é servido em três tamanhos de copos (R$ 6 pequeno, R$ 8 médio e R$ 10 grande) e pode ser combinado com 16 itens, entre frutas frescas, granola, amêndoa, chocolate e sucrilhos. Um ‘topping’ custa R$ 1, três custam R$ 2. Montei o meu com morangos, blueberry e amoras. Sensacional! Outra opção é o smoothie (R$ 8,00), uma espécie de milk-shake, feito de frutas naturais batidas com iogurte e gelo.
Serviço:
Yogoberry
Rua Visconde de Pirajá, 282 - loja C - Ipanema
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Marcadores: Ipanema
domingo, janeiro 13
Cafeína
O primeiro Cafeína surgiu em 2000. Hoje são cinco lojas espalhadas por Copacabana, Ipanema e Leblon. A parede é de tijolos aparentes com piso de ladrilhos hidráulicos. As mesas e cadeiras de ferro e madeira dão um ar rústico e aconchegante ao local. Algumas mesas ficam na calçada, cercada por jardineiras com flores coloridas.
É uma boa opção para café da manhã. O cardápio traz algumas opções já montadas, simples ou mais incrementadas. Mas você também pode montar um exclusivo, de acordo com o seu desejo. Preferi a segunda opção. Escolhi os pães no balcão (australiano, mini baguete com papoula e a broa – sensacionais!), que chegaram quentinhos à mesa, e geléia (R$ 1), requeijão (R4 1,50), iogurte (R$ 2,50) com granola e mamão (R$ 2,50). Para acompanhar, suco de laranja (R$ 3,50) e um capuccino grande (R$ 3,80).
Há também saladas e sanduíches, como o Siciliano (carpaccio de carne, lascas de parmesão, folhas verdes e alcaparras – R$ 14,90) e o Peito de Peru (peito de peru light, com folhas verdes e queijo cottage - R$ 13,90).
Os doces e sobremesas são um caso à parte. É difícil sair de lá sem provar alguma coisa. A tartellette de nutella (R$ 6,50) é uma delícia, se dividida entre duas pessoas. Para comer sozinha, é enjoativa. Já a de pera ao vinho (R$ 6,50), é perfeita. Há ainda bombas, mil folhas (R$ 4,30) e até um croissant de nutella.
Serviço:
Cafeína
Rua Constante Ramos, 44 - Copacabana
2547-8651
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Marcadores: Copacabana, Ipanema, Leblon
sexta-feira, dezembro 28
Maitake
Uma amiga do trabalho tinha me falado muito de um japonês no Rio Design do Leblon. Resolvemos então juntar outras três e fazer uma pequena confraternização de final de ano. Aberto há dois anos, o Maitake fica no subsolo do shopping. O nome do restaurante vem de mai = dança e take = cogumelo (cogumelo da dança), pois há relatos que ao experimentar estes cogumelos as pessoas dançavam de alegria pelo sabor. Há outros relatos que mencionam que a alegria se devia ao fato deste ser trocado por prata no peso a peso.
Apesar da decoração ser moderna, toda branca, tem duas salinhas com tatame, separadas por uma cortina, com capacidade para seis pessoas em cada. No balcão há uma esteira rolante com pratinhos abastecidos pelo sushi-man.
Ìamos começar os trabalhos com um mix de shimeji, shiitake e nirá, mas não havia cogumelos na casa. Resolvemos então pedir sunomono para todas e uma porção de hot filadélfia.
A casa oferece cinco opções de combinados, todos com nomes de deuses. Pedimos o Tanuki, o protetor dos gourmets e restauranteurs, com 55 peças (R$ 90,40). Há ainda pratos da culinária contemporânea, como o frango recheado com mix de castanhas, mel e figos grelhados com telha de grano padano (R$ 25,50). Uma delícia!
A lista das sobremesas é bem variada e o petit gâteau de chocolate meio amargo com recheio crocante e sorvete de creme com calda de frutas vermelhas chamou a nossa atenção. Só que também não havia o bolinho na casa, assim como aquelas toalinhas de limpar a mão normalmente oferecidas logo que o cliente ocupa a mesa.
Serviço:
Maitake
Rio Design Leblon
Av. Ataulfo de Paiva, 270
2512-1200
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Marcadores: Leblon
terça-feira, dezembro 18
Domingo na Serra
Na busca por um local agradável para o almoço de domingo, parei no Trigo, em Araras. Um dos mais antigos da região, está aberto há 24 anos. O lugar é muito simpático e agradável, com duas salas internas, com um bar que serve de local para espera, e um simpático jardim coberto.
O cardápio é super simples, com opções de grelhados, servido com molho e até dois acompanhamentos, e dois tipos de massa. Pedimos uma truta com molho de manteiga e amêndoas, arroz com brócolis que estava uma delícia e um tournedor com molho mostarda, batata rostie e arroz à piemontese. Estaria perfeito se não fosse o arroz ter um gosto muito forte de creme de leite.
Como não havia sorvete de creme na casa, troquei os profiteroles por um pavê de chocolate, que mais parecia um mousse enjoativo. Escolha errada.
Trigo
Estrada Bernardo Coutinho, 2651 – Araras
(24) 2225-1730
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Marcadores: Na Serra
domingo, novembro 25
Pizza "gourmet"
O ambiente é alegre e despojado, com madeira de demolição, tecidos de linho e tijolos artesanais na decoração. No teto, ripas de madeira estão dispostas de maneira a dar um movimento curvo interessante. Inaugurada em 2000, a Fiammetta tem casas na Barra, Itaipava, Botafogo e Niterói. Também é possível comprar as pizzas em duas pequenas unidades em dois mercados Pão de Açucar, um em Copacabana e outro na Barra.
No almoço, a casa oferece um buffet de saladas e pratos quentes com toques da culinária mediterrânea. A carta de vinhos tem ótimas opções com preço justo e o chope chega à mesa mais denso e com um creme delicioso no lugar daquela espuma horrível.
As pizzas, feitas em fornos à lenha, trazem o certificado de qualidade D.O.C. (Designação de Origem Controlada) que autentica os vinhos e que foi estendida às redondas. São nove sabores tradicionais e doze especiais. Adoro a zucchini e calabrese, com finas fatias de abobrinha, lingüiça, calabresa e erva doce (R$ 28,00 / R$ 39,00) e a tutti funghi, com champignon de paris, shiitake, shimeji e hiratake (R$ 32,50 / R$47,30).
Para sobremesa, pedi a crostata di mele, uma pequena torta de maçã assada no forno à lenha servida com sorvete de canela. Uma delícia, pouco doce, perfeita. Mas seria melhor se tivesse um pouco menos de massa.
Serviço:
Fiametta
Shopping Rio Design Barra
Av. das Américas, 7777 – Barra
2438-7500
Rio Plaza Shopping
R. General Severiano, 97 – Botafogo
2295-9096
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quinta-feira, outubro 25
Ráscal abre nova filial no Rio
Filial da rede paulista (dos mesmos donos do Viena), a unidade carioca instalada no shopping Leblon fez tanto sucesso que ganhou no início de outubro outro endereço na cidade: o Rio Sul. Os padrões são seguidos à risca: a decoração e o atendimento são iguais aos da matriz, em São Paulo. No cardápio, pouquíssimas alterações, só maior freqüência de peixes e frutos do mar.
Não é à toa que o símbolo do Ráscal é um capetinha. Sempre que vou me farto no buffet que tem mais de 30 tipos de saladas, frios e antepastos diferentes, como ceviche de salmão, cuscuz marroquino, atum selado com gergelim, cogumelos shiitake e, acho que somente aos domingos, risotos.
Na ilha de massas, localizada bem no meio do salão, a casa oferece algumas opções como o tradicional ravióli Ráscal (verde com recheio de ricota e molho de tomates), lasanha vegetariana, varenikes, spaghetti com vôngoles, ravióli de vitela com funghi, entre outros. Ligue para o restaurante e pergunte quais são as massas do dia. A casa também oferece grelhados, pizzas e calzones.
O Ráscal possui uma variada carta de vinhos, são 120 rótulos de diferentes países, e sommeliers que podem auxiliar na escolha.
Serviço:
Ráscal
Shopping Leblon
Av. Afrânio de Melo Franco, 290 – Leblon
3138-8503
Shopping Rio Sul
R. Lauro Müller, 116 - Botafogo
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quarta-feira, outubro 17
Fica para a próxima
Há muito queria conhecer o tal restaurante que tem no Jockey Club e que vários amigos já tinham me falado. Já sabia que era dos mesmos donos do Emporium Pax. Pois bem, fui conferir. Na verdade são três restaurantes juntos, um de culinária contemporânea (Victoria), uma pizzaria (Favoritta) e um japonês (Wakai). Não há um espaço físico separado para cada um e os três cardápios foram encadernados juntos, um seguido do outro. Assim, o cliente pode escolher a entrada de um, o prato de outro e a sobremesa do terceiro.
O local é privilegiado, com vista para o jóquei, o Cristo e as montanhas do Rio. O ambiente é interessante, com uma decoração de bom gosto. Paredes de vidro separam um grande salão dos três varandões com piso em madeira e alguns ombrelones.
Achei o couvert fraco e caro pelo que oferece: pães com manteiga de caixinha e um patê com pouco, ou quase nenhum, sabor. Pedimos dois pratos, um paillard de frango com molho curry servido com purê de maçã e mix de folhas temperadas, que estava razoável, e um risoto de cogumelo selvagem que estava salgado demais. Devolvemos, não teve jeito. Só que quando voltou da cozinha, continuava ruim e com um cheiro forte. Constatei que era uma péssima pedida.
O petit gâteau de chocolate com calda de frutas vermelhas e sorvete de creme que pedimos de sobremesa salvou a noite.
Como a vista vale a pena, devo voltar para experimentar a pizzaria e o japonês. Quem sabe não tenho mais sorte na próxima?
Serviço:
Victoria, Favoritta e Wakai
Rua Mário Ribeiro, 410 – Jockey Club – Lagoa
2512-7115
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Marcadores: Lagoa
sábado, outubro 6
Surpresa em Copacabana - Fechado!
Inspirado na década de 60, com uma decoração meio retrô, o Copa Café é uma deliciosa surpresa em plena Avenida Atlântica. A fachada escura e recuada quase desaparece em relação ao colorido vizinho Don Camillo.
O interior é charmoso e moderno, com belas fotografias e iluminação baixa. No térreo, um lounge com um grande sofá do lado esquerdo serve de espera ou mesmo para um drinque informal. Do lado direito, algumas mesas e no fundo, um agradável bar. No mezanino, mais mesas e uma simpática vista para o mar.
O menu contemporâneo é primorosamente assinado pelo chef Cássio Machado, "importado" de São Paulo (Di Bistrô e B&B Burguer). Os pães do couvert chegam à mesa quentinhos e embrulhados em papel manteiga junto com sal grosso e alecrim, acompanhados de patê de fígado, geléia de frutas e manteiga de ervas.
Os hambúrgueres, espessos, sem gordura e rosados no interior, são as estrelas da casa. Há 3 tipos servidos com pão, como o de cordeiro com maionese de hortelã, e outros vêm sobre galette de batatas, como o delicioso la bourguignonne, com redução de vinho tinto, alho e cogumelos.
Há outras opções como o também saboroso risoto de curry, maçã e cauda de lagostim.
Para finalizar, profiteroles com sorvete de creme e calda de chocolate. E um espresso muito bem tirado. Recomendo!
Foto: Divulgação
Serviço:
Copa Café
Avenida Atlântica, 3056 - Copacabana
2235-2947 e 2255-5343
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Marcadores: Copacabana
sábado, setembro 29
Empório Santa Fé
Mistura de wine store, bar e restaurante, o Empório Santa Fé ocupa loja e sobreloja de um edíficio antigo do Flamengo, perto da extinta Manchete, com grandes janelões para o Aterro e o Pão de Açúcar. É bom mesmo aproveitar a vista, pois a decoração do restaurante é um pouco estranha: as paredes são cor de salmão e as pilastras são de cores variadas, como amerelo, azul, verde, rosa e salmão, tudo em tons pastéis.
Pelo menos o serviço e a cozinha são corretos. Os garçons são atentos e eficientes. O cardápio é bem variado, com uma grande oferta de massas, como os saborosos ravioles recheados com marreco servido ao molho de funghi e os tortelones de abóbora, pinhões e tirinhas de
azeitonas pretas, com molho de queijo gorgonzola. Além das carnes, há também marreco, codorna e perdiz.
Para sobremesa, profiteroles com sorvete de creme e calda de chocolate ou crepe com sorvete de creme e calda de maracujá.
A carta de vinhos é extensa, com mais de 400 rótulos, dos mais variados tipos, nacionalidades e preços. A casa tem uma promoção às terças e oferece 25% de desconto na carta para consumo no local ou na compra de mais de 4 garrafas.
Serviço:
Empório Santa Fé
Praia do Flamengo, 2
2245-6274
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Marcadores: Flamengo
domingo, setembro 23
Bistrô no Leme
Misto de galeria de arte, livraria e bistrô, o Galeria 1,618 foi idealizado pelo casal francês Stephane Haddad e Claude Levièvre. Nas paredes, obras de arte expostas e à venda, no fundo da loja há uma considerável seleção de livros, e na parte da frente mesas ocupam o salão e a varanda. Os pratos do dia estão escritos em quadros negros localizados na entrada e no interior.
A casa oferece dois cardápios executivos no almoço, um deles inclui bebida gelada (refrigerante, água ou mate gelado), prato principal, sobremesa e bebida quente por R$ 40. Vale a pena, já que um prato custa em média R$ 30, a sobremesa, por volta de R$ 15, o refrigerante R$ 4 e o café, R$ 3.
Eu pedi o couscous tunisiano com salada oriental. Um verdadeiro ritual! Além de pequenos pratos com saladinhas (berinjela, tomate seco, grão de bico, cenoura, batata e algumas coisinhas mais) o garçom trouxe um prato com a semolina e um bolo de carne e, por último, outro prato com o caldo e os legumes cozidos. Você escolhe como aproveitar a festa de sabores: pode comer tudo separado ou ir colocando tudo aos poucos no prato da semolina, inclusive o caldo.
Para sobremesa, escolhi uma tarte tatin servida com sorvete de creme.
Serviço:
Galeria 1,618
Rua Gustavo Sampaio, 840 – Leme
2295-1618
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Ingrid Brack
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21:18
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Marcadores: Leme
terça-feira, setembro 11
Culinária caiçara
Passar por Paraty e não fazer uma parada no Banana da Terra é quase como ir a Roma e não ver o Papa. É, sem dúvida, um dos melhores restaurantes da cidade. Comida caiçara de primeira comandada pela chef Ana Bueno – também organizadora da Folia Gastronômica, que acontece anualmente, desde 2003.
O restaurante funciona desde 1994 numa simpática casa do século XVII localizada próxima à Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, no miolo do centro histórico.
No salão, quadros de um artista local, fotos antigas da cidade e pratos da Associação da Boa Lembrança (o restaurante faz parte dela). A casa dispõe de uma área para espera ao lado da adega climatizada, que tem capacidade para 70 rótulos.
Você percebe o cuidado e a delicadeza de Ana já no couvert: pães feitos na casa que chegam cuidadosamente embalados numa concha de palha para mantê-los quentinhos, manteiga com limão e mel, mousse de atum, mexilhões ao vinagrete, pedaços de tomates secos e pequenos cubos de berinjela temperada.
Entre os pratos principais, o Cais do Porto (camarões ao creme com vinho do Porto e arroz de castanha de caju), o Praia Vermelha (peixe, camarão, mexilhões, legumes e banana com vinho e açafrão na folha de banana) e o perfeito (e mais pedido na casa!) Forte (filé de peixe em crosta de pimenta limão com risoto de pupunha). A casa também oferece outras opções de aves e carnes, como o filé mignon com molho de especiarias e mostarda acompanhado de risoto de cogumelos que de tão bem servido, dá até para duas pessoas, dependendo da fome.
Se ainda sobrar um espaço, não deixe de provar a torta quente de banana servida com sorvete de canela e calda de vinho do porto. Perfeita!
Serviço:
Banana da Terra
Rua Samuel Costa, 198 – Centro Histórico – Paraty
(24) 3371-1725
Postado por
Ingrid Brack
às
20:01
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