Ovomaltine não é mais exclusividade da rede carioca Bob's. Todos os McDonald's do país já estão vendendo o McFlurry Ovomaltine, uma espécie de sundae de chocolate turbinado com Ovomaltine. No mesmo dia que recebi o release passei num McDonald's para experimentar a novidade. E não é que é bom mesmo?! Só achei o preço meio salgado: R$ 5,25.
A meta é vender, já no primeiro mês de lançamento, 1 milhão de unidades. Não deve ser difícil. Em 2008, o McDonald’s Brasil ficou na oitava posição em vendas no ranking de países da corporação.
quinta-feira, maio 28
Ovomaltine agora no McDonald's
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terça-feira, maio 26
Degustação no Rio
A Grand Cru do Jardim Botânico vai realizar uma degustação de vinhos do velho e novo mundo, traçando um panorama atual desses vinhos, com o jornalista, enólogo e consultor Jorge Lucki.
Serão degustados no evento:
- La Serre Nouve 2006 Ornellaia - Toscana, Itália, RP 94
- Cht. Monbusquet 2005 - Saint-Emilion, França, RP 95
- Cueva del Contador 2005 - Rioja, Espanha, RP 97
- Amon-Ra 2007 - Barossa Valley, Austrália, RP 97 - 100
- Cobos Bramare Marchiore 2005 - Mendoza, Argentina, RP 98
- Chile - SR Casa Real 2004 - Valle del Maipo, Chile - RP 92
Serviço:
Grand Cru Jardim Botânico
Onde: Rua Lopes Quintas, 180
Quando: 3 de junho, às 20h
Valor: R$ 190 por pessoa
Reservas e informações: (21) 2511-7045
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sexta-feira, maio 15
Restaurant Week no Rio
Começou na segunda e segue até o dia 24 a primeira edição do Restaurant Week no Rio de Janeiro. O evento foi criado em São Paulo, onde grandes restaurantes montam cardápios com entrada, prato principal e sobremesa a preços mais acessíveis: almoço a R$ 25 e jantar a R$ 39. Na conta soma-se R$ 1 que será destinado a instituições beneficentes.
Alguns funcionam para almoço e jantar, outros para apenas um. No site oficial do evento você pode conferir o horário e o endereço completo (atenção: nem todas as filiais do mesmo restaurante estão participando).
Segue a lista dos participantes (em ordem alfabética):
1) 00 Cozinha Contemporânea (Gávea)
2) Academia da Cachaça (Barra)
3) Allegro Bistrô (Copacabana)
4) América (Botafogo)
5) Applebee’s (Barra)
6) Aquim (Leblon)
7) Asia (Santa Teresa)
8) Bar d'Hotel - Marina All Suites (Leblon)
9) Bar Luiz (Centro)
10) Benkei (Ipanema)
11) Cachaçaria Mangue Seco (Centro)
12) Casa Julieta de Serpa (Flamengo)
13) Deck Contemporâneo (Recreio)
14) Devassa (Barra, Botafogo, Flamengo e Ipanema)
15) Doce Delícia (Ipanema)
16) Emporium Pax (Botafogo e Barra)
17) Esch Café (Leblon)
18) Gatto Rosso (Barra)
19) Gattopardo (Leblon)
20) Geisha Hi-Tech (Botafogo)
21) Gloss (Barra)
22) Gula Gula (Leblon, Rio Design Leblon, Gávea, Ipanema, Jardim Botânico, Rio Plaza, Fashion Mall, Barra e Rio Design Barra)
23) In House Café Bistrô (Barra)
24) La Finestra (Copacabana)
25) La Pasta Gialla (Barra)
26) Lorenzo Bistrô (Jardim Botânico)
27) Luigi's (Laranjeiras)
28) Madame Butterfly (Ipanema)
29) Manekineko (Barra)
30) Mensateria (Barra)
31) Meza Bar (Botafogo)
32) Miam Miam (Botafogo)
33) NamThai (Leblon)
34) Rio Scenarium (Centro)
35) Santo Scenarium Bar Restaurante (Centro)
36) Sawasdee Bistrô (São Conrado)
37) Skylab – Rio Othon Palace (Copacabana)
38) Stravaganze Pizzaria (Ipanema)
39) Sushi Rio (Botafogo)
40) TGI Friday´s (Barra)
41) The Food's (Leblon)
42) Tizziano (Barra)
43) Vegetariano Social Clube (Leblon)
44) Vizta (Leblon)
45) Yuki (Barra)
46) Zacks (Centro)
47) Zazá Bistrô (Ipanema)
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sexta-feira, maio 1
Parada obrigatória em Tiradentes
O Tragaluz ocupa uma simpática casa da rua Direita adquirida em 2000 e inteiramente reformada com a ajuda do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). São três ambientes, rústicos e aconchegantes, com meia luz e velas nas mesas. A casa é ponto de artistas que visitam a cidade – há várias fotos da proprietária com eles na entrada do restaurante. No dia em que fui o Matheus Nachtergaele chegou logo depois e ocupou a mesa ao lado.
É para ir sem pressa, pois eles são um pouco lentos – inclusive assumem isso em um dos textos do cardápio, que é cheio de textos curtos e desenhos (quem gostar muito pode levar para casa por R$5).
Era a minha segunda visita. A primeira, em 2006, marcou pela sobremesa, que repetimos nessa visita. Ficamos em dúvida entre vários pratos, mas no final optamos pelo lombo empanado em crosta de parmesão com alecrim servido com abacaxi também empanado, arroz e um molho apimentado era simples, mas muito saboroso e bem feito, e pela galinha d`Angola com molho de vinho e servida com raviólis, que também estava saborosa, mas não era tudo aquilo o que a garçonete tinha vendido.
Para sobremesa, doce de leite servido com farofa de nozes, sorvete de queijo e parmesão ralado (delicioso!) e goiabada cascão prensada com castanha de caju, frita na manteiga servida sobre uma cama de catupiry derretido acompanhado de sorvete de goiaba. Uma variação divina do tradicional “Romeu & Julieta”.
A carta de vinhos é de chorar. São pouquíssimas opções (acho que menos de 10) e todas bem fracas. A rolha custa algo em torno de R$ 30. Vale a pena levar seu próprio vinho.
O Tragaluz é quase parada obrigatória em Tiradentes.
Serviço:
Tragaluz
Rua Direita, 52 - Centro Histórico - Tiradentes
Tel: (32) 3355-1424
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segunda-feira, abril 27
Lindo, mas ordinário
Se você for a Tiradentes, fuja do Santíssima Gula. O restaurante é uma graça, todo rústico, com um fogão a lenha no canto do salão aquecendo o ambiente e cercado de verde. A chefe Nancy, extremamente simpática e falante, nos recebeu e nos contou um pouco da história do restaurante, que vai fazer dois anos em agosto.
Tudo bem, sou um pouco exigente, mas aquela experiência foi demais para mim! A casa só trabalha com menus degustação. São 8 tipos, mas a diferença está mesmo no prato principal. O couvert é comum a todos e há dois tipos de entrada: uma salada com polvo e outra caprese. Escolhemos a salada caprese e o magret de pato com risoto de cogumelos.
A carta de vinhos era ruim e cara, problema comum entre os restaurantes da cidade. Curioso, pois das oito mesas do restaurante apenas uma não tomava vinho. Escolhemos o Casa Ribas, um Cabernet Sauvignon com cinco varietais diferentes na composição. Ruim, muito ruim.
O couvert é razoável: traz bolinhos de bacalhau, patê de fígado, caponata, jiló frito, uma mousse irreconhecível, atum desfiado e temperado, pequenas fatias de abacaxi com gengibre e cebolas carameladas. O intervalo entre o couvert e a salada foi de, pelo menos, 45 minutos. Em nenhum momento algo foi reposto. Enquanto esperávamos a casa ia enchendo.
A salada de “caprese” quase não tinha nada. Era um farto prato de folhas com uma cesta comestível com cubos de tomate cereja e mussarela de búfala. Tudo regado com um molho de balsâmico reduzido com direito a meio morango e uma fatia de carambola decorando o prato. Fomos informados de que havia folhas na tal caprese, mas não podia imaginar que eram tantas!
A expectativa para o magret era grande. Os pratos chegaram à mesa cobertos. Cresce a expectativa. Quando o garçom levantou e bati o olho no prato, falei: “é arroz comum”. De fato, era um risoto “totalmente” arroz à piemontese (daqueles do Bela Blu ou La Mole quando comia na década de 80) que matou totalmente o pato, que até estava correto.
Havia duas opções de sobremesas: uma panacota com calda de frutas vermelhas e uma trilogia de sabores mineiros. Pedimos uma de cada para experimentar. A primeira estava sem graça e a segunda, decepcionante. Uma fatia de carambola em calda, meio figo em calda e cocada branca com duas fatias de queijo branco no centro do prato.
Não era para errar no café, mas o garçon, que fez a operação abaixado (não há um espaço para a máquina, que repousa sobre um banco) trouxe algo intragável. Eu tiro um café melhor na minha pequena cafeteira caseira.
Para encerrar com chave de ouro, em tempos de insegurança e dinheiro de plástico, a casa só aceita cheque ou espécie. E não há nenhum aviso na entrada ou no cardápio (que era uma pasta de plástico bem da improvisada) e nada nos foi dito pelo garçom. Por sorte tínhamos sacado o dinheiro para pagar a pousada no dia seguinte. Era capaz de terminarmos a noite lavando as louças do jantar que, infelizmente, ficará na memória como o pior e o mais caro em três anos.
Serviço:
Santíssima Gula
Rua Pe. Gaspar, 343 - ao lado da Igreja da Santíssima Trindade
Tel: (32) 3355-1162
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quarta-feira, abril 22
Experiência sensorial
Fazia tempo que eu queria experimentar o restaurante da Roberta Sudbrack. Passava sempre ali pela rua, de onde se pode ver parte da movimentação da cozinha do sobrado cor de terracota.
A premiadíssima chef prepara alta gastronomia com ingredientes genuinamente brasileiros. A preocupação constante com o resgate dos produtos brasileiros e a descoberta de novas utilidades para ingredientes menosprezados por outros chefes se reflete no cardápio, que a cada ano tem um personagem principal. Já teve chuchu, quiabo, licuri (palmeira nativa do Nordeste), mangarito (versão nacional da trufa), e até a ora-pro-nobis (uma cactácea muito utilizada em Minas).
Ao chegarmos lá, fomos levados direto para o segundo andar e colocados numa mesa ao lado da cozinha de onde podíamos observar a 'chef' e sua equipe em ação. Tudo perfeitamente coordenado e cronometrado, como uma cozinha deve trabalhar.
A casa trabalha apenas com menu degustação. Às terças, dia que fomos, há a “Terça Básica” com entrada e prato principal por R$ 49,90 (no dia era uma salada verde e filé com batatas assadas no sal grosso). A rolha custa R$ 90 e achei a carta de vinhos razoável. Existem boas garrafas por preços acessíveis que poderiam ser oferecidos.
Claro que ficamos com o menu degustação. São pequenas obras-primas que me proporcionaram umas das experiências sensoriais mais agradáveis dos últimos tempos. Para começar foi servido uma gema caipira mole sobre quinua crocante. Uma delícia! Em seguida vieram delicadas e pequenas carolinas quentes de queijo gruyere. A entrada quente foi um caldo de camarão com cogumelos e ora-pro-nobis. Depois provei o risoto de codorneses com ora-pro-nobis e para encerrar, lombo com frutas secas e batatas assadas. A sobremesa era uma torta de pera sensacional!
Para encerrar o banquete, café com petit fours: mini bomba de chocolate, “Kri” (lembra dele? Mudou um pouco a receita e virou Crunch) ao leite, “Kri” meio amargo, carolina de doce de leite e mini torta de frutas vermelhas.
Maravilhoso!
Serviço:
Roberta Sudbrack
Rua Lineu de Paula Machado, 916 – Jardim Botânico
Tel: 3874-0139
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terça-feira, abril 7
Má impressão
Estava em busca de novos lugares (ou pelo menos, desconhecidos) pela Barra para almoçar durante a semana. Um dia reparei num letreiro na Avenida das Américas, quase na esquina com a rua que dá acesso à Ponte Lúcio Costa. Mensateria é o nome do lugar. O ambiente é moderno e interessante, apesar da insistente goteira que teimava cair sobre nossa mesa durante o almoço e da pouca atenção da casa para o problema. “É do ar-condicionado”, foi a resposta. Ok, então não coloquem mesa alí.
O cardápio é baseado na cozinha portuguesa contemporânea, segundo eles, mesclando receitas tradicionais e simples. O couvert é composto por três bolinhos de bacalhau, pasta de berinjela e azeitonas pretas. Estava gostoso. Também pedimos de entrada uma porção de bolinho de bacalhau com pesto de azeitona. Mais interessante.
A casa oferece um buffet no almoço executivo com saladas, uma opção de carne vermelha e outra de frango, quiche e um ou outro acompanhamento quente por R$ 24,90. Preferi ficar com a sugestão do dia: talharim com frutos do mar. Bom, mas nada de especial. Duas pessoas da mesa pediram uma bacalhoada, que chegou depois dos outros pratos e com o bacalhau muito duro. Só deu para comer os legumes. A minha sobremesa foi um toucinho do céu.
O site do restaurante é interessante, com acesso ao cardápio e fotos do ambiente, o que aumentou ainda mais a curiosidade pelo lugar. Mas achei o serviço um pouco lento para um almoço durante a semana. Me falaram que é melhor aos domingos.
Serviço:
Mensateria
Av. das Américas, 1155 lj. B - Barra da Tijuca
Tel: 2486-2020
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terça-feira, março 31
Café no Horto
Já tinham me falado deste simpático café no horto. Aproveitei um domingo de temperatura agradável e fui conferir o café da manhã deles. O Lavoura Café fica numa esquina da Pacheco Leão, no Horto. Achei o lugar super simpático. O sobrado colonial é pequeno e todas as mesas ocupam a calçada.
Pedimos o café para duas pessoas (R$39,80), que oferece bebida quente (café com leite, café puro ou capuccino), suco (as opções eram laranja ou abacaxi), iogurte, mel, granola, queijo minas, peito de peru, uma fatia de fruta (as do dia eram mamão ou melancia), requeijão, manteiga e uma cestinha de pães do Talho Capixaba.
É uma pena a Pacheco Leão ser uma rua com um movimento razoável, pois a vista para o Jardim Botânico é agradabilíssima.
Minha única queixa é com relação ao atendimento, que deixou a desejar. Se a bebida quente não for solicitada, pode chegar no final, depois da refeição. De resto, achei honesto. Bom para variar do sempre Cafeína.
Lavoura Café
Rua Pacheco Leão, 812 – Horto
Tel: 2512-7308
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terça-feira, março 17
Festival em Paraty
Nos finais de semana entre 10 de abril e 03 de maio acontecerá o festival gastronômico Paraty Delícias do Mar. Treze restaurantes vão participar do evento, entre eles o Banana da Terra (que eu amo de paixão, confira num post anterior) e o Margarida Café (também é gostoso, mas ainda não tem uma nota publicada).
Entre os pratos participantes do festival estão o lombo de pescada grelhada com molho de uva passas e castanha de caju, acompanhado de palmito fresco assado com manteiga de ervas (Margarida Café) e o filé de peixe no azeite e alho, com camarão e mexilhões regados ao vinho branco (Sabor do Mar).O Banana da Terra, da chef Ana Bueno, sugere um pacote completo com bruschetta com lâminas de polvo; filé de robalo com crosta de pimenta limão e risoto de pupunha; e sonho de aipim com sorvete de goiaba, por R$ 93.
Já no Margarida Café o menu é composto por caviar de moranga e camarão siciliano; lombo de pescada grelhada com molho de uva passas e castanha de caju, acompanhado de palmito fresco assado com manteiga de ervas; e torta mousse de maracujá com sorvete de morango e calda de vinagre balsâmico. O preço é mais em conta: R$ 33.
Mais informações estão no site do Paraty Convention & Visitors Bureau.
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terça-feira, fevereiro 10
Casas de Sucos
Elas estão espalhadas pela cidade. Em alguns bairros, há uma em cada esquina. E não é exagero! As casas de suco cariocas são alternativas leves e saudáveis para um lanche rápido, uma parada estratégica na volta da praia ou mesmo para fechar a madrugada. E bombam durante o final de semana!
Em uma esquina do Baixo Leblon, quase na frente do famoso Jobi, está o BB Lanches. Não há mesas ou cadeiras, apenas um balcão em L e alguns bancos na calçada. Os sucos são deliciosos, todos feitos com frutas frescas e na hora. São mais de 50 opções. Os meus preferidos são de fruta do conde, pêra e uva. Sanduíches, como o de ricota com cenoura e passas, e salgados, como a coxinha de frango com catupiry também fazem sucesso.
Serviço:
BB Lanches
Rua Aristides Espínola, 64 - Leblon
Tel: 2294-1397
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sexta-feira, setembro 12
Dos tempos do Engenho
Descobri ontem um bar muito simpático no lado “Voluntários” da Cobal do Humaitá. Aberto no começo deste ano, o Joaquina é inspirado nos tempos do Império e presta uma homenagem às receitas brasileiras, peso maior para as mineiras, e com um toque contemporâneo. O ambiente é muito simpático, decorado com ilustrações de escravos e engenhos, com espaço refrigerado (essencial para o clima carioca), uma agradável varanda no segundo andar e, o melhor!, longe do tumulto e do barulho do outro lado da Cobal.
O cardápio é bem variado. Há desde opções para beliscar quanto para refeições. Como fui encontrar amigos depois do trabalho, acabei ficando entre os petiscos. Pedimos tantos que foi quase uma orgia gastronômica. O caldo de feijão (R$ 9,00), servido em canecas de ágata, é gostoso, mas podia chegar um pouco mais quente. Os pastéis de ‘angu’, muito parecidos com os nossos risoles, estavam com recheio um pouco seco. Também pedimos espeto de queijo coalho (servido com um molho – escolhemos o de laranja com mel – e farofinha na maneteiga) e uma porção com mini bruschettas (tradicional e com mussarela de búfala). Estavam gostosos.
A carta de cachaça é boa, melhor do que a de muitos bares da cidade, mas acho que faltam algumas informações interessantes, como a madeira onde ela fica armazenada (no caso das envelhecidas). Além dos drinks clássicos, a casa oferece ainda vários feitos com cachaça, como o Congada: cachaça, gengibre, hortelã, açúcar e sprite.
Ah, a casa possui rede wireless gratuita.
Serviço:
Joaquina
Rua Voluntários da Patria, 448 - Botafogo
Tel: 2535-2774 / 2527-1722
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domingo, junho 22
Gula Gula
Adoro esse clima descontraído que o Gula Gula tem. O restaurante surgiu em 1984 como uma rotisserie despretenciosa e hoje ocupa mais de dez endereços do Centro, Zona Sul e Barra, como o simpático casarão dos anos 40 na Henrique Dumont, em Ipanema. Há mesas no jardim e na lateral, para quem gosta de fazer a refeição ao ar livre. Foi instalado um teto retrátil para garantir o conforto nos dias de chuva.
No cardápio há um mix de saladas e pratos quentes. Gosto muito das saladas de frango ao pesto (com massa parafuso e mussarela de búfala), peru e milho (com pedacinhos de abacaxi), batata frita (uma espécie de salpicão de frango) e da arroz integral oriental (com amendoim, gergelim e brócolis). É possível pedir dois sabores ou fazer um mix com 3 ou 4. Também gosto da opção quiche do dia (ou qualquer outra da casa) com salada verde.
Os pratos quentes são saborosos. Diariamente há um tipo de picadinho e uma sugestão, destacados na parte inferior do cardápio. A casa também oferece grelhados (com várias opções de molhos e acompanhamentos) e batata assada com diferentes recheios, como de requeijão com carne-seca acebolada.
Entre as sobremesas, as minhas preferidas são a torta mousse (servida quente), o brownie e a torta de maçã, todas servidas com sorvete de creme.
Serviço:
Gula Gula
Rua Henrique Dumont, 57 – Ipanema
Tel: 2259-3084
+ 10 endereços
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Marcadores: Barra, Botafogo, Centro, Gávea, Ipanema, Jardim Botânico, Leblon, São Conrado
domingo, junho 15
Thai em Sampa
Outro dia estive em São Paulo e fiz a pausa do almoço no Shopping Morumbi, que me traz ótimas recordações do meu tempo de ‘paulistana’. Entre as várias opções (muitas delas excelentes), como Barbacoa e Le Chef Rouge, paramos (eu e dois amigos) no tailandês House of Siam, dos mesmos donos dos indianos Ganesh (logo ao lado) e Govinda (no Brooklin).
As mesas e cadeiras são de madeira e os sofás têm forro verde escuro. Tudo bem sóbrio. Sobre a mesa, delicados jogos americanos de linho branco e talheres dourados com cabos trabalhados. Pode parecer ‘over’, mas até que não é não.
Durante a semana há um cardápio executivo, ilustrado com fotos, que oferece entrada e prato principal por um preço único. Depois de sofrer – fiquei em dúvida entre três – escolhi o camarão grelhado no alho com molho de gengibre e basilico doce e servido com arroz de gengibre. Ah, a entrada são dois rolinhos primavera, servidos com molho de mel, gengibre e frutas secas, além de três tipos de pimenta, não muito fortes.
Serviço:
House of Siam
Shopping Morumbi
Av. Roque Petroni Jr., 1.089 – Morumbi - São Paulo
Tel: 11 5181-4748
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Marcadores: São Paulo
domingo, junho 8
De frente pra Baía
A casa foi inaugurada em 1939, durante a Segunda Guerra Mundial. Os donos, que eram alemães, venderam a casa em seguida, pois o restaurante, que fica no primeiro andar, foi invadido e destruído. Apesar do salão ficar fechado até 1998, o bar continuou funcionando no térreo durante o período e teve como clientela os artistas que se apresentavam no Cassino da Urca e, depois na TV Tupi.
Seu Gomes, o atual proprietário, assumiu a casa em 1972. Com mais de 90 anos, ele ainda aparece no restaurante para conferir o movimento, mas quem comanda a casa são o filho e o neto.
A vista é privilegiada e o balcão é considerado pelo próprio bar o maior da cidade. Isso porque o Bar Urca usa a murada da orla como apoio. Na verdade a graça está aí. Sentar na mureta e ser abastecido de bolinhos de bacalhau, empadas, pastéis de camarão e cerveja de garrafa. De preferência, Original. Tem gente que traz banquinhos de plástico e cadeiras de praia para ficar mais confortável. Ou seja, o espaço é democrático e pega fogo, principalmente nos finais de semana.
Reformado há pouco mais de 6 meses, o restaurante ficou mais agradável, claro e amplo. As mesas perto da janela são as mais disputadas. Há um canto simpático, um pouco escondido, com duas mesas (para apenas duas pessoas em cada) viradas para a vista e de costas para o restaurante. Para chamar o garçom, uma campainha foi instalada ao lado de cada mesa.
O cardápio é diversificado (oferece carne, frango, peixes e frutos do mar) e os pratos servem duas pessoas tranqüilamente. Gosto muito do bacalhau à Gomes de Sá, com cebola, ovos cozidos e batata sauté, e servido com arroz branco.
Serviço:
Bar e Restaurante Urca
Rua Cândido Gaffrée, 205
Tel: 2295-8744
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Marcadores: Urca
quarta-feira, maio 14
Balada Mix
Ocupava uma loja pequena numa esquina da Érico Veríssimo. Triplicou de tamanho e agora chama a atenção de quem passa pela rua. Seja pelo tamanho da frente do restaurante, repleto de mesas, cadeiras e sofás de madeira ou pelas palmeiras plantadas ali para delimitar a área.
De segunda à sexta, o Balada Mix oferece um menu executivo com uma opção de entrada, três de prato principal e duas de sobremesa. Os preços variam entre R$ 17,90 e R$ 19,90, de acordo com o prato escolhido. No dia que estive lá a entrada era um makimono de salmão, cream cheese e pepino. Para prato principal, as opções eram peito de frango, filé de peixe e picadinho. Fiquei com o peixe, que chegou à mesa com shiitake, camarões, batatas cozidas e arroz. Perguntei ser era possível trocar o arroz pela salada tropical (acompanhamento de outro prato) e fui prontamente atendida. Perfeito. Para sobremesa, salada de frutas ou mousse de coco. Fiquei com a primeira, mas provei a mousse e estava bem gostosa.
Os sanduíches são bem famosos e o Grumari foi recomendado por um amigo freqüentador do lugar. É um filé de 200gr, com cheddar, cebola grelhada no molho shoyo, alface e tomate servido num pão com gergelim. Acompanha salada de batata, fritas ou caesar salad (R$ 21,90).
A casa serve café da manhã, até 12h30. Pode ser uma boa opção antes da praia no final de semana.
Serviço:
Balada Mix
Av. Érico Veríssimo, 65 - Barra
Tel: 2491-6222
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Marcadores: Barra
quinta-feira, abril 17
Bistrô Tropical
O Zazá Bistrô é sempre uma ótima opção em Ipanema. No primeiro andar da casa tem uma agradável varanda em L. O salão é bem simpático e badalado, mas o segundo piso é mais interessante. A iluminação é de velas, há mesas baixas e almofadas no chão. No teto, fadas penduradas ao lado de bules, xícaras e outros utensílios de cozinha dão um certo charme ao local. Para completar a decoração, muitos tecidos coloridos, madeira em marchetaria e arranjos charmosos. O banheiro também é interessante, com frases divertidas escritas nas paredes.
A casa propõe e apresenta uma culinária leve e deliciosa. O frango, por exemplo, é orgânico e as ervas vem da horta do restaurante, que fica na varanda. O cardápio é bem interessante, uma espécie de thai contemporâneo. O desejo é de experimentar vários pratos. Comecei com as pastillas marroquinas, trouxinhas de frango orgânico com massala, castanha do Pará e pimenta doce, servida com molho de iogurte com hortelã. Deliciosa e refrescante! Para prato principal, segui a dica de um ‘iniciado’ e pedi um curry de frango orgânico ao leite de coco com legumes, gengibre e banana, acompanhado de arroz basmati com damasco e amêndoas. Chegaram três tigelas pequenas: uma com o frango, outra com o arroz e outra vazia, para você ir se servindo. Para sobremesa, carpaccio de banana brulée, servido sobre creme de ovos moles e canela com sorvete de tapioca.
A casa também oferece uma boa variedade de drinks. Provei uma espécie de mojito, só que com cachaça no lugar do rum, e uma caipisaquê de lichia. Para fechar, café servido com um pedacinho de brownie. Do início ao fim, tudo perfeito!
Serviço:
Zazá Bistrô Tropical
Rua Joana Angélica, 40 - Ipanema
Tel: 2247-9101 e 2247-9102
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terça-feira, abril 8
Drink Café
Tem coisas que a gente só faz por amor. Ao marido, pai, irmão, amigo, seja lá quem for. Bar com música ao vivo, por exemplo, só vou quando é aniversário ou alguém conhecido vai tocar. Ou é show ou é bar. Segunda da semana passada fui ao Drink Café, um quiosque da Lagoa, na frente do Parque dos Patins.
Aquela área é uma loucura. Que me perdoem os músicos, mas são vários bares, cada um com sua banda. Como o som não respeita as delimitações de espaço dos homens, já aconteceu de sentar num bar e ‘escutar’ a música de lá e do vizinho. Ou os bares estão muito perto ou há música demais. Ou os dois.
Voltando à visita de segunda, como o lugar estava vazio (realmente não é grande o público no início da semana), pude escolher o meu lugar com calma e ter um atendimento ótimo, quase que exclusivo. Uma das atrações do bar inaugurado em 1998 é a torneira em forma de saxofone. Ah, o chope é da Schin.
Entre os pratos mais pedidos estão a picanha fatiada e a maminha na pedra, que servem duas pessoas. Há opções de pizza, sanduíches e porções para beliscar. Eu preferi um frango grelhado com batata roesti e salada de alface crespa e lisa com tomate seco (R$ 20). Estava ok, nada de especial.
A casa também oferece uma carta de cachaça com 12 opções, algumas mineiras, mas nada de destaque.
Serviço:
Drink Café
Avenida Borges de Medeiros, 5 - Parque dos Patins - Lagoa
Tel: 2239-4136
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Marcadores: Lagoa
domingo, março 30
Alemão na Barra
Foi o tempo que para comer o croquete de carne ou o sanduíche de lingüiça da Casa do Alemão era preciso pegar a estrada para a serra. Foi inaugurada no final do ano passado uma filial na Barra, ali pertinho do colégio Anglo-Americano. É a sétima casa. A primeira foi inaugurada em 1945 na entrada de Petrópolis, próximo ao Quitandinha. Mais tradicional impossível!
A da Barra é bem simpática. No primeiro andar há um balcão comprido que acompanha quase todo o salão e no fundo uma lojinha com guloseimas, como biscoitos e embutidos. No mezanino, mais algumas mesas e paredes repletas de posters com a temática alemã.
O cardápio é o mesmo das outras casas. Sanduíches de frios e embutidos e porções para beliscar. O chope é Brahma. A casa oferece opções de combinados, como o sanduíche de linguiça, croquete (carne ou frango) e refrigerante por R$ 9,60. Pode acrescentar queijo prato por mais R$ 1,20. Para sobremesa, mil folhas de creme (R$ 3,20).
Ainda acho o croquete da Pavelka (também na entrada de Petrópolis) melhor, mas já dá para matar a vontade.
Serviço:
Casa do Alemão
Avenida das Américas, 1699 - Barra
Tel: 2499-4657
Avenida Ayrton Senna ,927 - Quitandinha - Petrópolis
Tel: (24) 2242-3442
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quarta-feira, março 26
Tradição Centenária
1887. Dom Pedro II era o Imperador do Brasil e o Rio a capital do Império. Foi nesse cenário que foi fundado o Bar Luiz. Naquela época chamava-se "Zum Schlauch". Nesses mais de 120 anos, mudou três vezes de nome (virou Bar Luiz durante a Segunda Guerra) e duas de endereço, a última foi em 1927 quando foi a rua da Carioca.
Muita gente interessante passou por lá, como o cronista João do Rio, o escritor Olavo Bilac e o músico Ary Barroso, que teria salvo a casa de um apedrejamento na época da Segunda Guerra. É que o bar chamava Adolf e estudantes acharam que era uma referência ao ditador alemão. O músico, que estava tomando um chope, explicou que tratava-se do nome de um dos donos da casa. Na época outros estabelecimentos também trocaram de nome, como o Bar Berlim que virou Bar Lagoa.
Ao entrar no Bar Luiz se tem a impressão de voltar no tempo. O salão, todo em art déco, é comprido e repleto de mesas brancas com cadeiras de madeira pretas. Nas paredes, fotos da trajetória do bar e do Rio Antigo.
Apesar de todo mundo achar que é um bar alemão, a casa foi fundada pelo brasileiro Jacob Wendling, filho de suíços e natural de Petrópolis. Ao longo de sua existência e com a troca de proprietários, foram acrescentados pratos típicos alemães ao cardápio da casa. Hoje, a salada de batatas de lá é uma das mais famosas da cidade.
Quando estive lá, pedi um salsichão branco para beliscar e um filé mignon à francesa. Para sobremesa, apfelstrudel com creme. Tudo honesto e gostoso, e acompanhado do tradicional chope, que é Brahma.
No final do ano passado foi aberta uma filial do bar no alto do Morro da Urca. Oferece os tradicionais pratos servidos na matriz e outros exclusivos, como feijoada especial aos sábados e moqueca de peixe com camarão, cozido e bobó de camarão aos domingos.
Serviço:
Bar Luiz
Rua da Carioca, 39 – Centro
Tel: 2262-6900
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Ingrid Brack
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Marcadores: Centro
domingo, março 16
Café du Lage
A localização do Café du Lage não podia ser mais agradável: dentro da suntuosa Escola de Artes Visuais do Parque Lage, aos pés do morro do Corcovado. Há algumas mesas com ombrelones no pátio interno e outras no corredor. Não há uniformidade, o que dá um certo charme ao local. As esteiras de palha com almofadões que ficavam espalhadas pelo chão foram substituídas por pequenas cadeiras de madeiras, mesas quadradinhas com tampo de mármore, sofás e mesas de centro que servem de apoio.
O cardápio oferece sanduíches, com pães caseiros, quiches, saladas, sopas, tortas e outras delícias. Nos finais de semana (fui num sábado), é servido um café-da-manhã com suco (laranja ou abacaxi), café ou chocolate, cestinha de pães artesanais, manteiga, ricota temperada (deliciosa!), frutas frescas (uma fatia de mamão e outra de melancia), queijo minas, geléia caseira (no dia era de abóbora) e um quadradinho de bolo caseiro (um pouquinho seco). Custa R$ 17, mas se você acrescentar um mini misto quente e um iogurte servido com granola e mel, sobe para R$ 21.
Há um ponto desfavorável: em tempos que quase tudo é feito via cartão (débito ou crédito), só aceitam cheque ou dinheiro. Portanto, vá preparado!
Serviço:
Café du Lage
Rua Jardim Botânico, 414 – Parque Lage – Jardim Botânico
2226-8125
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Ingrid Brack
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Marcadores: Jardim Botânico

