Sexta-feira, Junho 12

Viagem pelos Andes

O Intihuasi é o único representante da culinária peruana na cidade. Simpático, o restaurante ocupa o primeiro andar e o mezanino de uma pequena loja no Flamengo. Decorado com fotos, mapas e obras de arte peruanas, dispõe de uma pequena loja nos fundo onde é possível comprar produtos de artesanato daquele país, como peças típicas em cerâmica, madeira, xales, enfeites, entre outros.

O cardápio é tradicional, com pratos, em sua maioria, à base de milho e batata. Iniciamos com o couvert, composto de azeitonas peruanas, choro (mexilhão catarinense ao vinagrete peruano), dois bolinhos de aipim com queijo, torradas e duas pastas, a ocopa (nozes,camarão e huacatay) e a huancaina (queijo, limão e aji). Em seguida, optamos pelo circuito de cebiches, um prato degustação com cinco variedades: vieiras, camarões, linguado, polvo e champignons (R$ 58). As cebiches são servidas com pedaços de milho e batata doce.

Para sobremesa, arroz sambito, um arroz doce de açúcar mascavo com castanhas, passas e vinho do porto, e leche asada, uma espécie de pudim feito com creme de leite evaporada, pisco e ovos (R$ 8 cada).

Os pratos são bem servidos. Duas pessoas podem dividir uma entrada e um prato principal tranquilamente.

Serviço:
Intihuasi
Rua Barão do Flamengo, 35 loja D – Flamengo
Tel: 2225-7653

Foto: Divulgação

Quinta-feira, Junho 4

Comida di Buteco no Rio

O Comida di Buteco, tradicional concurso gastronômico de Belo Horizonte, já está rolando no Rio de Janeiro. A proposta do festival criado em 1999 é eleger o melhor tira-gosto de boteco da capital, resgatando a culinária de raiz e valorizando a tradição dos típicos botecos da cidade. O evento também acontece em várias cidades do interior de Minas, Salvador e Goiânia.

A votação popular é feita através de uma cédula que, depois de preenchida, é depositada em uma urna lacrada, dentro de cada bar, para posterior recolhimento pelo Instituto de Pesquisas Vox Populi. Os quesitos são: qualidade do tira-gosto, temperatura da bebida, higiene do boteco e qualidade do atendimento. Para o voto ser validado, todas as perguntas da cédula devem estar preenchidas, sem rasuras ou emendas.

Aqui no Rio o evento segue até 29 de junho.

1) Academia da Cachaça (Barra) – Empada de queijo coalho com alecrim
2) Aconchego Carioca (Pça da Bandeira) – Purê de baroa com camarão
3) Adega Cesare’s (Copacabana) – Calderada aperitivo
4) Adega da Velha (Botafogo) – Carne de sol
5) Adega Pérola (Copacabana) – Sardinhas marinadas
6) Adonis (Benfica) – Caldinho de rabada com torradas
7) Antigamente (Centro) – Pastel de costela
8) Armazém Cardosão (Laranjeiras) – Bolinho de carne coquetel ao molho de mostarda
9) Baixo Araguaia (Jacarepaguá/Freguesia) – Bolinho de carne e pão de alho especial
10) Bar Brasil (Centro) – Kassler defumado com mostarda escura
11) Bar do Mineiro (Sta Teresa) – Pastel de galinha à cabidela
12) Bar Rebouças (Jardim Botânico) – Bolinho de camarão com Catupiry
13) Bar Urca (Urca) – Kibe de peixe
14) Beco do Rato (Lapa) – Escondidinho de jiló e linguiça
15) Boteco Salvação (Botafogo) – Bolinho de baroa com camarão
16) Bracarense (Leblon) - Barquete de salmão
17) Cachambeer (Cachambi) – Costela no bafo
18) Copão de Ouro (Ramos) – Caldo de siri
19) Enchendo Linguiça (Grajaú) – Linguiça agasalhada por batata frita, acompanhada por molhos de feijão, barbecue e 4 queijos
20) Gato de Botas (Vila Isabel) – Bolinho de vagem
21) Gracioso (Pça Mauá) – Croquete de milho com camarão e queijo cheddar
22) Jobi (Leblon) – Polvo à vinagrete
23) Mangue Seco (Centro) – Linguicinha atolada no creme de aipim, temperado com Catupiry, coroada com couve frita bem fininha e pimenta de biquinho
24) O Original do Brás (Brás de Pina) – Lombinho suíno folhado e versado ao molho de tamarindo
25) Pavão Azul (Copacabana) – Caldinho de feijão temperado
26) Petit Paulette (Pça da Bandeira) – Croquete de queijo empanado passado na farinha de torresmo, queijo parmesão e flocos de milho
27) Pontapé (Ilha do Governador) – Bolinho de arroz com brócolis e bacalhau
28) Real Chopp (Copacabana) – Bolinho de carne especial
29) Restaurante Siri (Vila Isabel) – Filezinho de peixe com molho tártaro
30) Vanhargem (Maracanã) – Vaca atolada
31) Zeca’s Villa (Vila Isabel) – Jiló recheado

Para endereços, telefone e horários de funcionamento dos bares, consulte o site do evento.

Quinta-feira, Maio 28

Ovomaltine agora no McDonald's

Ovomaltine não é mais exclusividade da rede carioca Bob's. Todos os McDonald's do país já estão vendendo o McFlurry Ovomaltine, uma espécie de sundae de chocolate turbinado com Ovomaltine. No mesmo dia que recebi o release passei num McDonald's para experimentar a novidade. E não é que é bom mesmo?! Só achei o preço meio salgado: R$ 5,25.

A meta é vender, já no primeiro mês de lançamento, 1 milhão de unidades. Não deve ser difícil. Em 2008, o McDonald’s Brasil ficou na oitava posição em vendas no ranking de países da corporação.

Terça-feira, Maio 26

Degustação no Rio

A Grand Cru (ótima loja de vinhos real e virtual) do Jardim Botânico vai realizar uma degustação de vinhos do velho e novo mundo, traçando um panorama atual desses vinhos, com o jornalista, enólogo e consultor Jorge Lucki.

Serão degustados no evento:
- La Serre Nouve 2006 Ornellaia - Toscana, Itália, RP 94
- Cht. Monbusquet 2005 - Saint-Emilion, França, RP 95
- Cueva del Contador 2005 - Rioja, Espanha, RP 97
- Amon-Ra 2007 - Barossa Valley, Austrália, RP 97 - 100
- Cobos Bramare Marchiore 2005 - Mendoza, Argentina, RP 98
- Chile - SR Casa Real 2004 - Valle del Maipo, Chile - RP 92

Serviço:
Grand Cru Jardim Botânico
Rua Lopes Quintas, 180
3 de junho, às 20h
R$ 190 por pessoa
Reservas e informações pelo telefone (21) 2511-7045

Sexta-feira, Maio 15

Restaurant Week no Rio

Começou na segunda e segue até o dia 24 a primeira edição do Restaurant Week no Rio de Janeiro. O evento foi criado em São Paulo, onde grandes restaurantes montam cardápios com entrada, prato principal e sobremesa a preços mais acessíveis: almoço a R$ 25 e jantar a R$ 39. Na conta soma-se R$ 1 que será destinado a instituições beneficentes.

Alguns funcionam para almoço e jantar, outros para apenas um. No site oficial do evento você pode conferir o horário e o endereço completo (atenção: nem todas as filiais do mesmo restaurante estão participando).

Segue a lista dos participantes (em odem alfabética):

1) 00 Cozinha Contemporânea (Gávea)
2) Academia da Cachaça (Barra)
3) Allegro Bistrô (Copacabana)
4) América (Botafogo)
5) Applebee’s (Barra)
6) Aquim (Leblon)
7) Asia (Santa Teresa)
8) Bar d'Hotel - Marina All Suites (Leblon)
9) Bar Luiz (Centro)
10) Benkei (Ipanema)
11) Cachaçaria Mangue Seco (Centro)
12) Casa Julieta de Serpa (Flamengo)
13) Deck Contemporâneo (Recreio)
14) Devassa (Barra, Botafogo, Flamengo e Ipanema)
15) Doce Delícia (Ipanema)
16) Emporium Pax (Botafogo e Barra)
17) Esch Café (Leblon)
18) Gatto Rosso (Barra)
19) Gattopardo (Leblon)
20) Geisha Hi-Tech (Botafogo)
21) Gloss (Barra)
22) Gula Gula (Leblon, Rio Design Leblon, Gávea, Ipanema, Jardim Botânico, Rio Plaza, Fashion Mall, Barra e Rio Design Barra)
23) In House Café Bistrô (Barra)
24) La Finestra (Copacabana)
25) La Pasta Gialla (Barra)
26) Lorenzo Bistrô (Jardim Botânico)
27) Luigi's (Laranjeiras)
28) Madame Butterfly (Ipanema)
29) Manekineko (Barra)
30) Mensateria (Barra)
31) Meza Bar (Botafogo)
32) Miam Miam (Botafogo)
33) NamThai (Leblon)
34) Rio Scenarium (Centro)
35) Santo Scenarium Bar Restaurante (Centro)
36) Sawasdee Bistrô (São Conrado)
37) Skylab – Rio Othon Palace (Copacabana)
38) Stravaganze Pizzaria (Ipanema)
39) Sushi Rio (Botafogo)
40) TGI Friday´s (Barra)
41) The Food's (Leblon)
42) Tizziano (Barra)
43) Vegetariano Social Clube (Leblon)
44) Vizta (Leblon)
45) Yuki (Barra)
46) Zacks (Centro)
47) Zazá Bistrô (Ipanema)

Sexta-feira, Maio 1

Parada obrigatória em Tiradentes

O Tragaluz ocupa uma simpática casa da rua Direita adquirida em 2000 e inteiramente reformada com a ajuda do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). São três ambientes, rústicos e aconchegantes, com meia luz e velas nas mesas. A casa é ponto de artistas que visitam a cidade – há várias fotos da proprietária com eles na entrada do restaurante. No dia em que fui o Matheus Nachtergaele chegou logo depois e sentou na mesa ao lado.

É para ir sem pressa, pois eles são um pouco lentos – inclusive assumem isso em um dos textos do cardápio, que é cheio de textos curtos e desenhos (quem gostar muito pode levar para casa por R$5).

Era a minha segunda visita. A primeira, em 2006, marcou pela sobremesa, que repetimos nessa visita. Ficamos em dúvida entre vários pratos, mas no final optamos pelo lombo empanado em crosta de parmesão com alecrim servido com abacaxi também empanado, arroz e um molho apimentado era simples, mas muito saboroso e bem feito, e pela galinha d`Angola com molho de vinho e servida com raviolis, que também estava saborosa, mas não era tudo aquilo o que a garçonete tinha vendido.

Para sobremesa, doce de leite servido com farofa de nozes, sorvete de queijo e parmesão ralado (delicioso!) e goiabada cascão prensada com castanha de caju, frita na manteiga servida sobre uma cama de catupiry derretido acompanhado de sorvete de goiaba. Uma variação divina do tradicional “Romeu & Julieta”.

A carta de vinhos é de chorar. São puquíssimas opções (acho que menos de 10) e todas bem fracas. A rolha custa algo em torno de R$ 30. Vale a pena levar seu próprio vinho.

O Tragaluz é quase parada obrigatória em Tiradentes.

Serviço:
Tragaluz
Rua Direita, 52 - Centro Histórico - Tiradentes
Tel: (32) 3355-1424

Segunda-feira, Abril 27

Lindo, mas ordinário

Se você for a Tiradentes, fuja do Santíssima Gula. O restaurante é uma graça, todo rústico, com um fogão a lenha no canto do salão aquecendo o ambiente e cercado de verde. A chefe Nancy, extremamente simpática e falante, nos recebeu e nos contou um pouco da historia do restaurante, que vai fazer dois anos em agosto.

Tudo bem, sou um pouco exigente, mas aquela experiência foi demais para mim! A casa só trabalha com menus degustação. São 8 tipos diferentes, mas a diferença está mesmo no prato principal. O couvert é comum a todos e há dois tipos de entrada: uma salada com polvo e outra caprese. Escolhemos a salada caprese e o magret de pato com risoto de cogumelos.

A carta de vinhos era ruim e cara, problema comum entre os restaurantes da cidade. Curioso, pois das 8 mesas do restaurante apenas uma não tomava vinho. Escolhemos o Casa Ribas, um Cabernet Sauvignon com 5 varietais diferentes na composição. Ruim, muito ruim.

O couvert é razoável: traz bolinhos de bacalhau (um para cada pessoa), patê de fígado, caponata, jiló frito, uma mousse irreconhecível, atum desfiado e temperado, pequenas fatias de abacaxi com gengibre e cebolas carameladas. O intervalo entre o couvert e a salada foi de, pelo menos, 45 minutos. Em nenhum momento algo foi reposto. Enquanto esperávamos a casa ia enchendo.

A salada de “caprese” quase não tinha nada. Era um farto prato de folhas com uma cesta comestível com cubos de tomate cereja e mussarela de búfala. Tudo regado com um molho de balsâmico reduzido com direito a meio morango e uma fatia de carambola decorando o prato. Fomos informados de que havia folhas na tal caprese, mas não podia imaginar que eram tantas!

A expectativa para o magret era grande. Os pratos chegaram a mesa cobertos. Cresce a expectativa. Quando o garçom levantou e bati o olho no prato, falei: “é arroz comum”. De fato, era um risoto “totalmente” arroz à piemontese (daqueles do Bela Blu ou La Mole quando comia na década de 80) que matou totalmente o pato, que até estava correto.

Havia duas opções de sobremesas: uma panacota com calda de frutas vermelhas e uma trilogia de sabores mineiros. Pedimos uma de cada para experimentar. A primeira estava sem graça e a segunda, decepcionante. Uma fatia de carambola em calda, meio figo em calda e cocada branca com duas fatias de queijo branco no centro do prato. Nem um pouco criativo.

Não era para errar no café, mas o garçon, que fez a operação abaixado (não há um espaço para a máquina, que repousa sobre o banco) trouxe algo intragável. Eu tiro um café melhor na minha pequena cafeteira caseira.

Para encerrar com chave de ouro, em tempos de insegurança e dinheiro de plástico, a casa só aceita cheque ou espécie. E não há nenhum aviso na entrada, no cardápio (que era uma pasta de plástico bem da improvisada) ou nos foi dito pelo garçom. Por sorte tínhamos sacado o dinheiro para pagar a pousada no dia seguinte. Era capaz de terminarmos a noite lavando as louças do jantar que, infelizmente, ficará na memória como o pior e o mais caro em três anos.

Serviço:
Santíssima Gula
Rua Pe. Gaspar, 343 - ao lado da Igreja da Santíssima Trindade
Tel: (32) 3355-1162